domingo, 8 de setembro de 2013

Criminal 2ª temporada, Capitulo 22 - Together and synchronized.



04:58AM*

Entrei no porão e abri aquela porta enorme de ferro. Entrei no local que Matthew estava e me aproximei dele. O lugar é fedido, passam ratos, baratas e insetos a toda hora. Não sei como Matthew conseguiu ficar aqui todo esse tempo sem nem reclamar. Ele estava acordado como sempre, ele nunca dorme. Seu rosto inchado e com olheiras enormes, definitivamente ele estava horrível. Tirei aquele garfo de seu pescoço e ele abaixou a cabeça parecendo relaxado.
- Melhor? – perguntei e ele riu.
- Sim, obrigado.
- Vamos hoje em busca do seu pai.
- Espero que consigam o que querem logo.
- Por quê você ficou contra seu pai de repente?
- Ele não me ama, ele nunca me tratou como um filho. – levantou a cabeça me olhando. – Ele nunca demonstrou nada de bom pra mim. Eu não gosto do que ele faz, ele me forçava a fazer tudo pra ele.
- Como assim?
- Ele me obrigou a ir atrás de você e a te conquistar, mas depois de um tempo comecei a sentir coisas que não devia. Eu me apaixonei por você.
- Então, por quê aceitou colocar as bombas na mansão do Jason?
- Meu pai me obrigou, ele dizia que ia matar minha mãe, eu não tive escolha.
- Você tem uma mãe? – ele me olhou assustado. – Me desculpa, eu não quis dizer isso.
- Tudo bem. – ele riu baixinho. – Horas depois que a mansão de Jason explodiu eu soube que ela tinha morrido. Bateu um arrependimento depois que eu coloquei as bobas.
- Eu sinto muito.
Matthew apenas assentiu abaixando a cabeça e eu peguei as chaves do cadeado e o abri. Matthew me olhou confuso e eu apenas desenrolei as correntes dele, com dificuldade, mas consegui. Peguei sua mão e o puxei pra se levantar. O abracei com força. Ele correspondeu do mesmo modo. Querendo ou não ele é importante pra mim. Ele fez tudo oque fez pela mãe, pra salvar a mãe, mas o filho da puta do t-bag... esse homem vai pagar por tudo o que fez. Isso é uma promessa.
Puxei Matthew pra fora daquele lugar imundo e o levei até um quarto de hospedes. Dei uma toalha pra ele, uma cueca nova de Jason e roupas também. Foi um milagre não ter encontrado Jason ou qualquer outra pessoa pela casa. Matthew saiu do banheiro vestido e me olhou. Chamei ele e ele se deitou na cama.
- Por que está me ajudando?
- Se tudo o que você me disse for verdade, você não é o culpado. – disse e sorri de lado.
- Você tem um notebook ai? – perguntou se sentando na cama.
- Claro que sim, por quê?
- Pega? Você vai gostar de uma coisa que eu vou fazer.
- Não saia daqui. – disse autoritária e ele assentiu.
- Traz seus amigos junto.
Sai do quarto e fechei a porta. Eu não confio tanto assim em Matthew mas o deixei sozinho. Entrei no quarto de Jason e ele estava vestindo a blusa de moletom. Caminhei até ele e o selei. Me afastei dele e peguei seu notebook encima do criado-mudo.
- Você está pronta? Vamos sair em alguns minutos. – perguntou me olhando.
- Sim, mas antes vamos fazer uma coisa. – ele me encarou confuso. – Chama o pessoal e vão pro quarto de hospedes no final do corredor.
Sai do quarto sem lhe dar uma explicação. Entrei no quarto e Matthew estava sentado do mesmo jeito, ele sorrio ao me ver e eu lhe dei o computador. Ele ligou e me pediu as roupas velhas dele. O encarei confusa e peguei sua calça, ele pegou um pen-drive do bolso e eu fiquei mais confusa ainda.
- Como ficou com isso no bolso esse tempo todo? – perguntei.
- Não estava no bolso, estava na minha cueca.
Fiz cara de nojo e ele riu. Matthew conectou o pen-drive no computador e me chamou, me sentei ao seu lado e a porta foi aberta.
- O QUE ESSE CARA TA FAZENDO AQUI? – Jason ficou incrivelmente irritado ao ver Matthew ali.
Me levantei e segurei seu rosto, ele me encarava com fúria nos olhos, a raiva estava exposta eu seu rosto. Acariciei seu rosto.
- Fica calmo. – sussurrei.
- COMO QUER QUE EU FIQUE CALMO SENDO QUE O FILHO DO MEU MAIOR INIMIGO ESTÁ PERTO DA MINHA MULHER, NOVAMENTE?
Gostei de como ele se referiu a mim mas me manti séria. Desci as mãos pros seus bíceps e os apertei levemente.
- Jason fica quieto aqui, deixa isso comigo.
Ele ia falar algo mas foi interrompido por Matthew.
- Bruna corre aqui, rápido.
Soltei Jason e fui até Matthew, me sentei ao seu lado e ele apontou pra tela do notebook. Tinha vários quadrados passando vídeos.
- O que é isso? – perguntei confusa.
- Eu consegui rastrear o sistema das câmeras da mansão do meu pai, eu instalei aqui no computador e agora vocês podem ver tudo o que ele fez, podem ouvir tudo o que ele fala.
- Como conseguiu fazer isso? – perguntei ainda confusa.
- Se tem uma coisa que eu amo é tecnologia gata. – ele riu.
- Não chama ela de gata. – Jason rosnou.
- Relaxa Jason, ela é sua, sempre foi e não vai ser agora que isso vai mudar. – Matthew disse levantando a cabeça pra olhar Jason.
Jason suspirou, eu sabia que ele queria dar uma voadora em Matthew, mas eu não iria permitir isso. Matthew acabou de me mostrar coisas importantíssimas, ele rastreou as câmeras d casa de t-bag, tudo o que ele fazer, ou falar, nós vamos ficar sabendo, isso é genial.
- Amor, vem aqui. – chamei Jason que hesitou no começo mas depois veio. – Tá vendo isso? – apontei pra tela do computador e ele assentiu. – Matthew rastreou o sistema das câmeras da casa de t-bag, agora podemos saber de tudo que ele faz, ou fala.
- Isso é... ótimo. – ele disse olhando as imagens. – Podemos saber onde ele vai e finalmente fazer vingança.
- Que irado cara. – Chaz disse olhando a tela.
- Tão irado que você não conseguiu fazer, burro. – Christian provocou e Chaz lhe lançou um dedo do meio.
- Eu não tinha os códigos das câmeras se você quer saber. – Chaz resmungou.
Ouvimos soluços e olhamos pra Jasmine, ela estava chorando.
- Jas, por que tá chorando? – Caitlin a abraçou de lado.
- Ele matou o homem que eu amo. – fungou. – Eu quero matar esse homem.
Meu coração apertou ao ver ela falando daquela forma. Ryan morreu pra me salvar, ele foi meu herói. Ele me estuprou, ele me bateu e eu nunca esqueci disso. Mas quando ele olhou nos meus olhos e me beijou pela última vez, eu sabia que ele tinha se arrependido. Eu sei que eu não sou a culpada, mas Ryan não deveria ter morrido. Ele e Jasmine se amavam. O que Ryan sentia por mim era só desejo físico, e ele percebendo que eu não o queria da mesma forma descontava em mim mesma.
- Tenho uma coisa pra falar pra vocês. – Matthew disse quebrando o silêncio do lugar.
- O quê? – perguntei.
- Meu pai esconde um segredo enorme e é sobre você Bruna.
- E que segredo é esse? – Jason perguntou.
- Eu não sei, mas quando eu estava naquela mansão eu sempre via ele conversando com alguém sobre a Bruna. – Matthew disse me olhando.
- Olha lá. – Chaz apontou pra tela do computador.
Matthew aumentou o volume do notebook. Em um dos quadradinhos passava t-bag, ele estava nervoso. Passava as mãos nos cabelos o tempo todo e não parava de andar de um lado pro outro. T-Bag pegou um cigarro e começou a fumar. O celular dele começou a tocar e ele atendeu colocando o mesmo no viva-voz.
- O que você quer? – disse rude.
- Qual sua conexão com a vadia do Jason? – uma voz feminina disse.
- Fernanda não se refira a Bruna desse jeito. – t-bag rosnou.
- Ok, qual a sua conexão com a Bruninha? – disse sínica.
- Isso não é da sua conta. – respondeu seco.
- Se eu vou te ajudar, mereço respostas t-bag.
T-Bag respirou fundo e deu uma tragada no cigarro.
- O motivo disso tudo foi o meu pai. Eu tive que matar aquele velho assim que mandei sequestrar a Bruna! Eu só a queria perto de mim, e quem sabe receber o amor que eu nunca tive!
- O quê? Você não está falando coisa com coisa.
- O pai de Bruna é o meu pai. Quando mandei sequestrar Bruna eu matei meu pai pra poder ter minha irmã perto de mim, mas ai as coisas não saíram bem como eu planejei. Bruna me odeia, ela quer me matar. Eu mandei a Musa maltratar ela pra ver se ela parava de se fazer de forte e eu poder contar tudo a ela mas ai Musa se matou e a deixou fugir! – deu outra tragada do cigarro. – Bruna está com Jason! Eles tem uma filha, a minha sobrinha, que também me odeia.
- T-Bag, o quê... – Fernanda foi cortada.
- E agora eu só quero ver Jason e os amigos deles mortos. E quando Jason morrer, eu terei a pequena Bruna só pra mim! Eu não quero a filha dela, eu a quero morta também. Eu só quero a Bruna.
Matthew abaixou a tampa do notebook e me olhou, todos estavam me olhando. Meus olhos lacrimejaram e eu senti as lágrimas caírem. Senti os braços de Jason me abraçarem e comecei a chorar desesperadamente em seu colo. Eu não acredito que meu irmão - se é que eu posso o chamar assim -, matou meu pai por nada. Eu nunca conheci t-bag antes disso tudo. Como assim ele é meu irmão? Isso é impossível.
- Ele não é meu irmão. – disse soluçando apertando meu rosto contra o peito de Jason.
- Então... Se ele é seu irmão, ele não é meu pai. – disse Matthew e eu o olhei. – Agora tudo faz sentido.
- O quê? – Jason perguntou.
- Se ele realmente fosse meu pai ele não me deixaria aqui.
- Faz sentido mas, você não faz ideia de quem seja seu verdadeiro pai? – Christian perguntou.
- Não. Mas quem sabe t-bag não tenha o matado também. – ele balançou a cabeça negativamente. – Ou ele pode ser meu padastro já que minha mãe era casada com ele.
- É pode ser. – Chaz concordou. – Por sua causa descobrimos a verdade. Obrigado Matthew.
- Não foi nada. – ele tentou sorrir. – Eu quero ajudar vocês.
- É cara, obrigado. – Jason disse. – Mas espero que isso seja verdade, se não você ainda morre da forma mais dolorosa.
Matthew riu.
- Eu jamais magoaria Bruna a esse ponto.
- Mas por quê t-bag quer me matar?
- Talvez ele só esteja querendo proteger a irmã dele. – Chaz disse. – Proteger do pior inimigo dele. E já que Bruna ficou afastada de Jason por treze anos ele pensou que ela não iria voltar.
- Por isso ele ficou quieto todo esse tempo. – completou Christian.
- A explosão na mansão pode ter sido ele querendo dizer que está de volta. – disse Caitlin. – Se ele foi capaz de enganar Matthew todo esse tempo só pra implantar bombas na casa, ele ainda pode fazer muito estrago.
Todos se entreolharam e eu parei de chorar. Sequei as lágrimas e me levantei. Todos me olharam e eu fiquei de frente pra eles.
- Nós somos uma equipe. – comecei a dizer e todos me olharam atentos. – O tempo que passei com vocês anos atrás eu soube que vocês fazem tudo um pelo outro, pra proteger e ajudar. Vocês podem ser bandidos, gângsters mas vocês são fieis e leais uns aos outros. Se a polícia nem ninguém descobriu quem são vocês não vai ser agora que eles vão descobrir, sabem por quê? Vocês são uma equipe, são inteligentes e profissionais, mesmo que seja pra assaltar. – consegui fazer eles rirem. – Mas isso não importa. Eu sei que vocês não matam ninguém por diversão e sim por justiça, e é isso que vamos fazer com t-bag, ele é meu irmão mas ele matou meu pai e isso não vai passar, eu quero vingança. – parei pra respirar mas logo continuei. – Se nós somos uns fora da lei não tem como escapar disso, é pra sempre.
- Para sempre. – disse Jason se levantando, todos fizeram o mesmo.
- E nós vamos conseguir vingança, eu prometo que Theodore Bagwell vai pagar pelo que fez com meu pai e com os pais de cada um de vocês, com o Ryan. – vi o brilho nos olhos dos meus amigos. – Vamos conseguir o que queremos desde que estejamos juntos e sincronizados, sempre.
- Juntos e sincronizados. – Jason disse outra vez, com um sorriso no rosto.
- E Matthew agora é da equipe, sem ele nunca teríamos descoberto isso e íamos continuar em pé de guerra com t-bag sem saber o real motivo.
Pensei que Jason ia discordar mas ele simplesmente bateu no ombro de Matthew que se levantou. Todos que estavam sentados se levantaram.
- Eu amo vocês. – disse fazendo todos sorrirem. – Hoje mesmo vamos para Manchester.
- E Pattie e Mariana? Julie e Logan? – Jasmine perguntou.
- Vamos contar tudo pra eles e os mandamos pro México.
***
Yaaaaayyyyy! Espero que tenham gostado!
Demorei mas postei pra vocês um capítulo WOW! haha.
Entenderam agora por quê t-bag ama Bruna? hmm.
A partir de agora Criminal começa com sua principal meta: vingança.
Notícia pra vocês: Criminal está acabando ))): Mais uns dez caps e acaba.
Ahhhhhh, me chamem no WhatsApp: 071 8228-5214.
+27 Comentários! Até o próximo capítulo amores. Beijos!
OBRIGADO PELOS COMENTÁRIOS!

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Criminal 2ª temporada, Capitulo 21 - Revelations.



- Onde vocês estavam? – Selena perguntou afobada correndo até nós nos abraçando.
- Nós só saímos. – disse abraçando a cintura de Bruna.
- Sem avidar nada?
- Vocês estavam dormindo. – disse Bruna. – Eu vou subir, vou tomar um banho e depois vou comer.
Bruna subiu as escadas e eu dei um sorrisinho pra Selena e subi também. Entrei no meu quarto e fui tomar um banho. Sai do banho e vesti uma cueca e uma calça moletom.
Eu ainda a tinha, eu e ela transamos, cara tem noção disso? Depois de anos eu pude sentir aquela mulher de novo. Eu estava sorrindo atoa, não só por ter transado com ela mas também por ter a certeza que ela ainda sente algo por mim, eu sei que ela sente. Bruna não é do tipo que transa só por transar, eu a conheço muito bem.
Meus pensamentos foram interrompidos pela porta sendo aberta e Julie passando pela mesma. Ela caminhou até mim e se sentou ao meu lado suspirando e encarando as mãos. Ela parecia nervosa, como se quisesse me contar alguma coisa. Passei o braço pelo seu pescoço e a puxei pra um abraço. Ficamos assim por um tempo e eu senti meu peitoral molhado, ela estava chorando. Julie soluçou e eu coloquei a mão em seus cabelos os afagando.
- O que aconteceu? – perguntei baixo dando um beijo em sua cabeça.
- Promete não brigar comigo? – perguntou depois de um soluço.
- Eu prometo.
- E também quero que saiba que eu não me arrependo.
- Ju, o que foi?
- Promete que também não vai fazer nada com Logan? – ela se afastou de mim me olhando nos olhos.
- O que ele fez? – perguntei travando o maxilar.
- Pai, promete. – pediu.
- Eu prometo. – suspirei.
- E que também não vai me matar? – ela engatinhou até o meio da cama se sentando com perna de índio.
- Julie, fala logo. – disse a encarando.
- E também que nós fizemos isso por que nós dois queríamos, tá bom?
Espero que não seja o que eu estou pensando – pensei.
- Tá bom Julie.
- Bom... é que... eu e o Logan, a gente... hmm... com eu posso dizer? É... nós...
Suspirei nervoso, não podia ser isso. Ela me encarou vendo que eu estava nervoso e vi lágrimas rolando por seus olhos.
- Nós transamos.
 Meu mundo desabou, literalmente. Levei minhas mãos até meus cabelos controlando ao máximo minha raiva. Eu não acredito nisso. Eu não a vi crescer e ela me vem com essa bomba pra cima de mim. Olhei Julie que me encarava, seu rosto estava vermelho e as lágrimas desciam freneticamente. Suspirei a encarando e ela começou a soluçar. Eu a odeio ver chorando, sempre odiei. Quando ela caia de bicicleta a treze anos atrás eu fazia de tudo pra ela parar de chorar e isso não mudou. Balancei cabeça negativamente e ela abaixou cabeça soluçando mais alto.
- Pai, eu amo ele. – disse entre soluços.
- Julie, você só tem quinze anos.
- Pai, me desculpa, eu não queria te decepcionar. – colocou a mecha do cabelo atrás da orelha.
Me levantei da cama e sai do quarto furioso, abri a porta do quarto que Julie estava com Logan e vi ele sentado na cama de cabeça baixa. Assim que ele me notou na porta ele se levantou. Me aproximei dele e fechei a mão em punho. Ele me encarou assustado dando passos pra trás. Levantei minha mão proto pra socar a cara dele mas senti uma mão firme segurar meu braço e me puxar pra trás me afastando de Logan. Christian.
Julie, Bruna e Selena passaram pela porta. Julie correu pros braços de Logan e Selena foi pro lado deles. Bruna se aproximou de mim confusa e colocou as mãos em meu peito me segurando.
- O que aconteceu? – perguntou me segurando.
- Esse filho da puta tirou a inocência da minha filha, eu vou acabar com ele. – rosnei.
Bruna arregalou os olhos e olhou pra Julie que estava chorando nos braços de Logan. Bruna me olhou com um olhar de desculpas. Ela já sabia?
- Você sabia? – a encarei e ela abaixou o olhar. – BRUNA EU NÃO ACREDITO.
- Jason calma, ela me contou uma vez e me prometeu que não ia fazer mais.
Tentei controlar a minha raiva o máximo que pude. Eu e Bruna estávamos bem e eu não quero estragar isso.
Olhei Logan e ele me olhava assustado. Travei o maxilar e voei pra cima dele lhe acertando um soco em cheio, senti as pequenas mãos de Julie me segurarem tentando me empurrar mas aquilo não me impedia, acertei outro soco em Logan.
- JASON. – Selena gritou me empurrando de cima do garoto. – SAI.
Senti braços fortes me tirando se cima de Logan e me puxando pra trás. Chaz e Christian. Tentei me soltar mas não consegui. Eram dois do meu tamanho me segurando e eu sou um só.
- SAI DA MINHA FRENTE, EU VOU ACABAR COM A RAÇA DESSE MOLEQUE.
- PAI! – Julie gritou me olhando. – VOCÊ PROMETEU.
- COMO VOCÊ PÔDE JULIE? VOCÊ É SÓ UMA CRIANÇA. – berrei fervendo de raiva.
- VOCÊ PROMETEU.
Bruna estava chorando com a mão na boca! Ah droga.
- Senhor McCann. – a voz de Logan me fez olhar pra ele, tentei me soltar em vão. – Eu sinto muito por ter decepcionado o senhor. Eu não a obriguei a nada. Nós dois fizemos por livre e espontânea vontade, e quando eu fiz isso eu sabia onde estava me metendo, afinal ninguém brinca com os McCann's. – ele riu de canto. – Mas eu não me arrependo. Eu amo a sua filha como nunca amei nenhuma outra garota. Eu tenho apenas dezessete anos e o senhor pode achar que eu ainda não sei o que é o amor, mas eu sei. Sua filha também é nova mas, nós nos amamos. O senhor pode a afastar de mim e me bater mas eu nunca vou desistir dela. Meu pai biológico antes de morrer sempre me disse para lutarmos pelo que queremos e não deixar que elas vão embora sem mesmo lutar por ela. – ele se levantou do chão e veio a minha frente. – Eu amo a filha do senhor e pretendo a fazer muito feliz. Eu só peço uma chance.
Eu e Logan nos encaramos por um bom tempo. Me soltei dos braços dos meninos e sai daquele quarto. Como ele pode ter tanta certeza do que fala? Eu senti que ele realmente a ama mais isso não o muda o fato da minha princesinha virar mulher com apenas quinze anos. Caminhei até o porão e abri a porta de ferro entrando no mesmo. O garfo estava um pouco dentro do pescoço de Matthew. Droga!
Corri até ele e tirei aquilo de seu pescoço. Sua mandíbula sangrava, mas nada demais. Ele estava acordado e seus olhos estavam cheios de lágrimas. Peguei a cadeira e me sentei em sua frente. Suspirei o encarando e ele levantou um pouco a cabeça pra poder me olhar. Vi as lágrimas escorrendo pelo seu rosto e ele engolir em seco.
- Meu pai não vem me buscar eu sei disso. – começou a dizer. – Eu sei onde ele está.
- Então diga.
- Me deixa ir com vocês. – o encarei incrédulo. – Eu passei a sentir raiva dele. Ele matou o pai da mulher que eu amo e matou o pai dos seus melhores amigos. Eu quero ajudar a vocês a ter vingança.
- Você está blefando.
- Pode parecer que sim mas eu não estou. Depois desse tempo todo aqui ele não veio me buscar e eu sei que ele não vem mais, se não ele já teria vindo. – ele abaixou a cabeça cansado. – Ele é o meu pai e eu o amo mas a justiça tem que ser feita.
- Eu não acredito em você! – disse firme.
-  Inglaterra, Manchester.
- Continue.
- Eu não sei onde ele está mas é um lugar muito simples por fora porém muito luxuoso por dentro!
- Você está mentindo? – me levantei.
- Se eu estiver me mate da pior maneira possível!
- Acredite, eu irei fazer isso.
Caminhei pra fora de lá e e subi as escadas que davam acesso ao telhado da casa. Fiquei lá em pé observando a vista, dava pra ver a cidade já que Selena e Christian preferiram uma casa perto da cidade. Eu não achei muito seguro pelo fato que possam nos descobrir e as pessoas que veem eles por perto deduraram, mas a escolha é deles.
Meus pensamentos foram para Julie. Como assim ela não é mais virgem? Ela chegou pouco menos de dois meses e eu descubro isso. Eu me sentia culpado. Culpado por não poder evitar isso. Se eu tivesse insistido mais e a procurado por mais tempo eu a acharia e não deixaria isso acontecer. Caralho mano, ela só tem quinze anos, ela é praticamente uma criança ainda. Um criança que não é mais virgem. Será que Logan teria a forçado? Não, eu acho que não! Se ele sabia com quem estava se metendo obvio que ele fez isso por uma razão: ele ama ela. Mas eu tenho medo que isso seja apenas uma paixão passageira e ele acabe magoando minha princesinha,
Apoiei as mãos na paredinha que tinha ali e suspirei pesado. Minha cabeça só girava uma coisa: Julie não é mais virgem. Julie não é mais virgem. Julie não é mais virgem. Soquei a parede com raiva e senti uma dor imensa nos meus dedos, soquei outra vez com mais raiva ainda, odeio me sentir culpado. Apertei a mão no muro e suspirei várias vezes. Eu simplesmente não consigo aceitar. Ela não é mais virgem.
Ouvi um pigarreio e olhei pra trás dando de cara com Bruna. Suspirei novamente e indiquei com a cabeça pra ela vim até mim. Ela se aproximou e eu passei o braço por seu ombro. A puxei pra mim e ela abraçou minha cintura. Senti ela beijar meu pescoço e ri pelo nariz. Fiquei sentindo ela beijar meu pescoço enquanto eu acariciava seu braço esquerdo.
- Eu sinto muito. – Bruna sussurrou com o rosto no meu pescoço.
- Eu também mas, agora não tem volta. – suspirei a apertando em mim. – Você sabia?
- Sim...
- Bruna. – a afastei de mim.
- Deixa eu terminar de falar. – ela suspirou. – A primeira vez foi no aniversário dela, ela me conto, ela me pediu desculpas por ter me decepcionado! E depois ela me prometeu que não ia mais fazer. Ela é adolescente Jason, ela erra. Eu sei que sexo com quinze anos é terrível pra mim e pra você, mas já está feito.
- Eu não devia ter desistido de procurar vocês tão fácil, eu me sinto culpado. Se eu tivesse achado vocês isso n ão teria acontecido.
- Você fez o certo. Você não teve escolhas. – ela segurou meu braço. – Foi o melhor a se fazer e você sabe disso. Não seria uma boa ideia Julie no crime tão nova e nunca. Ela nunca vai fazer parte desse mundo.
- Eu sei disso Bruh, eu só queria a proteger.
- Você a protegeu o máximo que pode. Por favor não se sinta culpado.
Apenas assenti e ela envolveu os braços no meu pescoço, abracei sua cintura e colei nossos corpos, ela me beijou e eu sorri com esse seu ato. Desci minhas mãos pra sua bunda e senti ela arranhar meu pescoço com suas unhas grandes. Paramos o beijo com selinhos demorados e sorrimos quando terminamos. Bruna pegou minha mão e me puxou, murmurei de dor e ela soltou minha mão. Ela olhou pra baixou e pegou a minha mão olhando o machucado sangrando.
- O que foi isso? – perguntou confusa.
- Dei murros na parede. – dei de ombros.
- Vem, eu vou cuidar disso.
A abracei por trás e fomos pro quarto dela. Ela me sentou na cama e foi ao banheiro e voltou com uma caixinha pequena de primeiros socorros. Bruna se sentou encima das pernas no meio da cama e pegou minha mão. Ela molhou o algodão em alguma coisa e colocou encima do machucado, mordi os lábios pra amenizar o ardor, aquilo era álcool ou o quê? Ela colocou isso algumas vezes até limpar o sangue e a dor passar. Bruna passou uma pomada e depois colocou um curativo. Ela levantou e levou as coisas de volta pro banheiro, vi ela lavar as mãos e voltar pra cama. Ela se deitou e eu me deitei ao seu lado apoiando a cabeça na mão ficando bem próximo dela.
- Quando vai contar a Julie?
- O quê? – perguntei confuso.
- Sobre tudo. – colocou a mão em meu rosto. – Sobre vocês serem criminosos.
- Julie não precisa saber que eu sou um gângster.
- Ela não merece ser enganada assim Jason, é melhor contar logo pra ela.
- Ela vai saber na hora certa.
Bruna suspirou mas concordou. Dei um selinho nela e ela sorriu, suas mãos seguraram meu cabelo e me puxou mais pra ela.
- Descobri onde t-bag está. – eu disse ela me olhou confusa. – Matthew veio com um papo estranho que sabia que o pai dele não vem o buscar.
- Isso todo mundo sabe. – rimos.
- Ai ele disse que quer nos ajudar e que sente raiva do pai dele porque ele matou todos os pais dos nossos amigos. – me deitei de barriga pra cima. – Isso é estranho demais.
- Talvez ele realmente queira ajudar. Eu conheço Matthew a mais de treze anos, ele não saberia mentir por tanto tempo.
- Mas ele mentiu sobre o pai dele, lembra?
- É, desculpa. – suspirou.
- Tudo bem. – acariciei sua barriga.
- E onde ele está?
- Inglaterra, Manchester.
- Vamos até lá?
- Sim, temos que ir.
- Quando?
- Amanhã mesmo.
- E se ele estiver mentindo?
- Ele disse que eu posso matar ele da pior maneira possível, e eu farei isso.
Ri e me deitei de barriga pra baixo fazendo biquinho. Bruna se deitou na minha bunda e tocou minhas costas desnuda.
- Oh meu Deus! – exclamou dando uma risada. – Olha suas costas.
- O que tem?
- Está toda arranhada.
- Faz parte. – dei risada.
- Por quê não me disse nada? Eu pararia.
- Qual é? Estava gostoso.
Bruna riu e se deitou ao meu lado. Ela passou sua perna esquerda pela minha cintura e mordeu meu lábio. Sorri e me deitei encima dela a beijando ferozmente. Bruna parou o beijo ao perceber que aquilo não ia acabar só em beijos. Ela se sentou na cama e depois se levantou me puxando pela mão.
- Vamos contar ao pessoa.
Assenti e chamamos todos pra sala.
(...)
- Amanhã bem cedo vamos para a Inglaterra, Manchester. – eu disse.
- Fazer o quê? – Jasmine perguntou.
- T-Bag está lá. – respondi.
- Como você sabe disso? – Christian perguntou.
- Matthew me garantiu que ele está lá.
- E como sabe que ele não está blefando?
- Acredite, ele sabe que se estiver mentindo as coisas não vão acabar bem pra ele.
- Faz sentido. – Selena disse.
- Quando vamos? – Chaz perguntou.
- Não ouviu eu falar ô viado?
- Estava ocupado demais beijando a Caitlin, vadia.
- Ele não é vadia Chaz, ele fez a Julie, esqueceu?
Chaz mandou um dedo do meio fazendo Bruna gargalhar.
- Vocês continuam os mesmos idiotas, nem parece que estão na fase do trinta. – resmungou Caitlin
- Estejam prontos amanhã às seis e meia da manhã. Temos que agir rápido.
- Sim senhor. – Chaz respondeu em deboche e se levantou puxando Caitlin.
O pessoal foi pra cozinha, provavelmente atacar a geladeira de Selena. Me levantei e tentei puxar a Bruna mas ela me deu um selinho e disse que ia conversar com Selena que estava sentada em nossa frente. Assenti e fui até a cozinha.
Bruna Jenner P.O.V
Me sentei ao lado de Selena e a abracei, ah, que saudades da minha melhor amiga. Ela fez biquinho e eu lhe dei um selinho. O que não é nada demais, afinal ela é a minha melhor amiga no mundo todo. Já fizemos isso várias vezes e não somos lésbicas. Selena riu com meu ato e me abraçou mais forte.
Contei a ela sobre tudo, sobre eu e Jason e sobre a nossa transa. Ela ficou sem acreditar mas depois me xingou de tudo que é nome. Conversamos sobre coisas aleatórias como sempre e depois de algumas horas fomos dormir. Ela foi pro quarto com Christian e eu entrei no meu. Julie estava dormindo com Logan a um tempinho.
Sai do banho e vesti minha calcinha. Coloquei uma camisola e fiquei sem sutiã mesmo. Não é tão confortável pra se dormir. Me deitei na cama e me cobri. A porta se abriu e eu vi Jason entrar pela mesma com um travesseiro na mão. Ele sorriu sapeca e fechou a porta.
- Hoje eu durmo aqui. – disse e se deito ao meu lado.
Sorri e me aninhei em seus braços.
- Jas... – chamei e ele murmurou me mandando prosseguir. – Nós não estamos juntos, estamos?
- Eu não sei, estamos?
- Deixa o tempo dizer, tudo bem? Temos que ter certeza do que ainda sentimos um pelo outro pra não nos decepcionar ou nos machucar novamente, tudo bem?
- Sim. Mas eu tenho certeza de uma coisa.
- O quê? – perguntei levantando a cabeça pra o olhar.
- Eu te amo.
Abri um sorriso enorme e me aninhei mais ainda em seus braços fortes e aconchegantes. Adormeci sentindo ele me acariciar.
***
Continua? Hm? Espero que tenham gostado.
Jason querendo matar o Logan, kakakaka <333
Continuem cotando na esquete meus amores!
AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAH, 40 COMENTÁRIOSSSSSSSSSSS. EU VOU TER UM TRECO ME AJUDEMMMMMMMMMMMMMM. OBRIGADAA <33
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segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Criminal 2ª temporada, Capitulo 20 - Back to me.



Jason McCann P.O.V
Fui atrás de Bruna mas ela trancou a porta do quarto antes mesmo de eu terminar de subir as escadas. Eu queria socar Fernanda todinha, essa mulher só me trás problemas. Eu gosto dela, ela é gostosa, transa comigo quando eu quero e topa fazer as coisas mais insanas, mas tudo tem um limite e ela passou dos delas. Ela falar merda e acaba machucando os outros, aliás é só isso que ela faz. Ela não precisava ter falado aquilo pra Bruna, a magoou profundamente!
Entrei no escritório de Christian, enchi um copo de vodca e me sentei na cadeira de couro. Peguei meu celular e liguei pra Kenny, o líder dos meus homens abaixo de mim é claro. Eu quero voltar logo pra minha casa, eu preciso da minha casa, eu não quero ficar na casa de Christian atrapalhando ele e sua mulher a transar loucamente. Se fosse eu não ia gostar mesmo. Kenny me disse que minha mansão estava quase pronta, em mais dois dias ela estaria e que não passa de uma semana. O que eu acho bom mesmo, quero ir pra casa e ter minha privacidade.
Sai do escritório de Christian chamei um dos meus homens. Mandei ele dar água e comida do filho da puta do Matthew, por mim ele morria de fome mas infelizmente não posso deixar isso acontecer. O cara é durão, mesmo com aquele garfo no pescoço ele não fala nada e por incrível que pareça ele ainda não morreu perfurado pela quela coisa de ferro. Abri a porta do quarto de Bruna e estava destrancado. Ela estava dormindo de lingerie, da onde eu estou tenho a visão perfeita do seu bumbum, mordi os lábios e sai de la antes que agarrasse ela dormindo.
Entrei no meu quarto e fui tomar um banho demorado. Fui até o closet e vesti uma cueca boxer amarela. Me deitei na cama e a porta do quarto foi aberta, Fernanda entrou no quarto e trancou a porta. Ela se sentou encima de mim bem nas minhas partes íntimas e deu uma rebolada, arfei e ela riu, vagabunda. Fernanda me procura só quando quer sexo, ou quando quer carinho, mas na maioria das vezes ela só vem por sexo e pra ficar comigo. Ela sabe que não temos absolutamente nada sério e quando eu a dou carinho é só por dar e ela tem que aproveitar muito, afinal não sou de dar carinho a vadias.
 - Quero você Jason. – disse dando beijos no meu pescoço.
- Você sempre me quer.
- Mas eu quer mais agora, fiquei sem você por dias, estou com saudades. – senti ela chupar meu pescoço, sorri com seu ato.
- Você sabe que não temos absolutamente nada um com o outro. – disse a encarando e apertando suas coxas descobertas pelo minúsculo short que ela usa.
- Eu sei disso, agora para de falar e vem me foder McCann.
Nesse momento a imagem de Bruna veio em minha mente, ela sempre me chama de McCann, ainda mais quando está irritada. Eu amo Bruna mesmo depois desses treze anos e isso é totalmente ridículo. Se passaram treze anos e eu ainda a amo, isso é insano e louco ao mesmo tempo. Eu a quero de volta pra mim mas preciso me satisfazer sexualmente. Não estou deixando ela por segunda opção mas eu sou homem e eu preciso de sexo. E quando Bruna for minha novamente eu sou ver somente dela e de mais ninguém.
(...)
Depois de uma foda daquelas com Fernanda a mandei embora, não quero confusão mais do que ela já arranjou aqui por hoje. Se Selena descobre que transei com Fernanda na casa dela ela iria ficar louca, então resolvi poupar mais uma briga. Tomei outro banho e me joguei na cama completamente relaxado. Fechei os olhos mas não consegui pegar no sono.
Eu sinto falta do meu pai e dos meus irmãos que já devem estar enormes. Eu não os vi crescer por conta da minha vida no crime. A última vez que os vi foi a seis anos atrás, sinto saudades deles. E quando eu acabar com T-Bag minha família vai voltar pra New York e nós vamos nos mudar pro Canadá. Onde nossa vida toda está. Eu sinto falta de lá também.
Acabei pegando no sono sem nem perceber.
(...)
05:21AM*
Me sentei na cama pois acordei e não consegui mais dormir, acho que por que eu fui dormir meio cedo ontem. Me levantei e sai do quarto, desci as escadas e fui até a cozinha, abri o microondas e vi um bolo.. Cortei um pedaço pra mim e coloquei num prato, comi com a maior calma do mundo, ainda estava muito cedo e todos estavam dormindo. Eu estou apenas de cueca boxer na cozinha de um dos meus melhores amigos.
Comecei a pensar em alguma maneira de pegar informações de Matthew, mas sei que ele não vai falar nada por agora, já tem quatro dias que ele está ali e não conta nada. Se eu pelo menos tivesse algo que pudesse mostrar a ele que o pai dele não vem atrás dele já seria uma ótima forma de fazer ele pensar melhor e dar informações. Ele sabe que ele vai viver se me contar algo de valioso, mas ele também sabe que vai morrer assim que me der essa informação. Mas o cara só quer honrar a família Bagwell.
Me pergunto o por quê t-bag não matou Bruna assim que ele pôs as mãos nela. Alguma coisa tem ai, alguma coisa que ninguém sabe. T-Bag quer matar todos que são importantes pra mim, meus amigos, minha família. Quando ele encontrou Bruna ele podia simplesmente a matar, afinal qualquer um mataria Bruna ainda mais quando se tem uma filha bebê. Eu a conheço e sei que ela morreria pela Julie, assim como eu. Mas isso não aconteceu, ele escolheu a deixar livre e isso é estranho.
Ouvi barulho de água vindo de lá de fora, mas não era barulho de chuva. Larguei o prato vazio encima ma mesa e me levantei pegando uma arma na gaveta. Me aproximei da porta que dava acesso pro lado de fora, ao seja, a área da piscina. Abri a porta e apontei a arma, mas abaixei assim que vi quem era. Bruna. Fechei a porta e me aproximei dela que estava de costas apenas vestindo um vestido fino branco. Toquei suas costas e ela se virou assustada mas quando viu que era eu começou e me estapear.
- Para. – pedi rindo, mas ela não parou, encostei a arma em sua barriga e ela parou e me olhou assustada.
Dei risada e coloquei a arma encima da mesa que tinha ali.
- Seu idiota, você me assustou.
- O que faz aqui a essa hora? Poderia ser outra pessoa.
- Tipo quem?
- Os capangas de t-bag podem estar em qualquer lugar. – dei de ombros.
- Cala a boca.
Bruna tirou seu vestido ficando de biquíni. Ela quer tanto nadar que colocou até biquíni? Sério? Observei seu corpo e notei sua tatuagem, uma borboleta em sua cintura até o bumbum, nas suas costas mais pro lado direito outra borboleta, e ficou incrível. Olhando o corpo dela com aqueles desenhos a deixava mais sexy ainda. Eu sou um cara que realmente curte tatuagens então... Bruna entrou na piscina pelas escadinhas lentamente, mas logo ela mergulhou. Tirei minha bermuda ficando de cueca e entrei na piscina e mergulhei segurando sua cintura.
Sentei num degrau da piscina e a puxei pra se sentar entre as minhas pernas. Passei o braço pelo seu corpo a abraçando. Abaixei minha cabeça e comecei a dar beijinhos em seu pescoço e rosto, a pele dela e incrivelmente macia. Sorri de leve e mordi o lóbulo de sua orelha sentindo ela se arrepiar. Sorri novamente e senti suas mãos segurando as minhas, entrelaçamos nossos dedos e sorrimos. Bruna direcionou o olhar pra frente e eu também, o sol estava nascendo.
Me lembrei do dia que nos reencontramos, era um por do sol lindo, não posso esquecer também que depois de anos pude sentir seus lábios nos meus novamente... E também o dia em que conheci a minha filha, Julie Jenner McCann. Pelo que eu sei é Julie Jenner Keller mas agora ela tem um pai e ela será Julie McCann. Agora por onde ela andar ninguém irá mexer com ela, ninguém se mete com os McCann's. Exceto t-bag claro.
- Volta pra mim. – sussurrei no ouvido de Bruna.
Bruna ficou calada por um tempo mas logo se virou pra mim. Percebi lágrimas em seus olhos.
- Eu não posso. – ela sussurrou de volta
- Por quê?
- Eu ainda não esqueci de tudo Jason. – suspirei. – Eu ainda sempre me lembro de tudo o que aconteceu naquela noite.
- Me desculpe. – disse a olhando nos olhos. – Eu só queria que aquele dia não tivesse existido.
- Eu também não. Mas as lembranças ainda mexem comigo.
- Eu não sou mais assim, eu mudei, você me mudou! Depois que você foi embora minha vida virou um inferno, eu só queria você e Julie pra mim novamente. Mas ai... você não voltou e eu tive que aprender a conviver sem vocês. Durante esse anos eu mudei Bruna. – tirei minha mão da água e acariciei seu rosto. – Eu nunca mais seria capaz de fazer aquilo novamente.
- Eu sei que não, mas as lembranças não me deixam.
- Eu posso te fazer esquecê-las pra sempre.
- Como? – ela me olhou apreensiva.
- Vou te levar a um lugar.
(...)
Eu abria os galhos das árvores pra Bruna passar, estávamos na floresta da minha casa que foi explodida, mandei reconstruir uma casa ali, uma mais simples, não quero deixar esse espaço vazio já que minha mansão está sendo construída mais afastada, num lugar bem mais tranquilo. Estou levando Bruna à cachoeira. Com certeza ela vai amar. Antes de trazê-la aqui eu entrei em casa pra me vestir e ela também, logo peguei meu carro a trouxe. Também mandei uma das empregadas fazerem um cesta de comida pra nós dois.
As árvores e o mato já estavam no fim, já podia se ouvir o barulho da água e os pássaros cantando. Passei o braço pela cintura de Bruna e a conduzi até fora daquele mato. Andei abraçado a ela até as rochas e a puxei comigo, era estreito então tinha que ir devagar pra não acabar se ferindo. Chegamos ao lado da cachoeira, estávamos numa rocha enorme. A puxei pra descer as escadinhas que eu mesmo mandei construí. Tinha um banquinho que eu trouxe pra cá, sempre gostei de olhar a cachoeira e vim aqui pra tomar um banho e relaxar longe de todos. 
Paramos em frente ao banquinho e Bruna me olhou sorrindo.
- É incrível. – ela sorriu mais ainda, sorriso lindo. – Como achou aqui?
- Quando se vive por anos aqui temos que encontrar alguma coisa. – rimos.
- Podemos entrar mesmo ai? Não é perigoso?
- Claro que não, eu sempre venho aqui.
Tiramos nossas roupas e entramos na água. Fomos pra baixo de onde a água caia mas desistimos pois era muito forte. Tinha uma correnteza na água mas nada demais. Conversamos sobre várias coisas, até mesmo nas nossas vidas enquanto estávamos longe um do outro, e foi muito legal saber que ela mandava fotos dela e de Julie pra Selena por esse tempo todo e eu não sabia, Selena sabia onde ela estava esse tempo todo. Não acredito que ela me fez de trouxa esse tempo todo, ah mas tu me paga Gomez.
Bruna pulou no meu colo e eu a segurei claro, suas pernas entrelaçaram na minha cintura e seus braços em meu pescoço. Não hesitei e a beijei em quanto ela falava de como ela legal falar com Selena pela web cam. Essa mulher é irresistível. Ela estava gostando pois colou seu corpo mais ainda no meu.
- Sabe... – disse se separando do beijo. – Eu estou com fome.
- Vamos comer. – disse rindo.
Saímos da água e nos sentamos com os pés dentro da água. Começamos a comer conversando sobre qualquer coisa. Conversamos sobre a vida dela durante esses anos, e também sobre a minha. Ela me contou quando t-bag foi atrás dela e a prometeu a deixar em paz e isso é completamente estranho. Tem muitas coisas que t-bag esconde e eu pretendo descobri-las logo. Quando eu por minhas mãos nele eu não quero nem ver.
Olhei Bruna que comia um morango. É incrível como ela não mudou quase nada desde a última vez que a vi. Ela estava um pouco mais gordinha mas mesmo assim seu corpo ainda era espetacular, ela ainda continua gostosa e com as curvas nos lugares certos. Me arrependo do sia que eu fiz aquilo com ela, é triste que uma das últimas imagens que eu vi dela foi ela chorando toda machucada e jogada no chão. Eu me senti a pior pessoa do mundo vendo minha princesinha na porta do quarto com seu ursinho na mão, chorando. Ah Julie, você não sabe como eu me arrependo disso.
Eu sinto falta de acordar e ver Bruna dormindo ao meu lado. Todos os dias antes de sair de casa bem cedo eu lhe dava um beijo na testa, me lembro de todas as vezes que eu chegava das boates e ela estava dormindo muitas vezes no sofá. Eu  levava pro quarto e lhe dava um beijo na testa. Eu podia não demonstrar mas eu a amava muito. Eu estou confuso. Eu não sentia mais tanto amor por ela depois desses anos todos mas agora... agora que ela voltou parece que tudo veio a tona. Eu amo essa mulher e nunca deixei de amar.
- Eu sinto falta. – disse a encarando.
- Falta do que? – perguntou lambendo seu dedo sujo de chocolate e me olhando.
- De ser seu homem.
Bruna abaixou a cabeça e desviou o olhar dando um longo suspiro, seu cabelo tampou seu rosto mas juro que vi um sorrisinho em seus lábios. Eu quero essa mulher. Eu preciso dela. Sentir seu corpo no meu, preciso tocar seu corpo, preciso dos seus toques, carinho, seus beijos, preciso a ouvir gemer só pra mim, eu preciso dessa mulher pra mim o mais rápido possível. Bruna me olhou e deu um sorriso mas logo ela desviou, ela estava com vergonha?
Coloquei a mão em seu rosto e a beijei, ela hesitou no inicio mas logo depois cedeu. Eu sei que ela ainda sente algo por mim e que ela me quer do mesmo jeito que eu a quero. Segurei em sua nuca e a fui deitando na gram que eu mesmo mandei colocar. Fiquei encima dela controlando meu corpo, suas mãos estavam no meu rosto. Aprofundei o beijo o deixando mais intenso. Pela falta de ar paramos o beijo e eu desci minha boca até seu pescoço começando a dar beijos, mordidas e chupões naquele local.
As mãos de Bruna estavam nas minhas costas as arranhando de leve. Senti ela morder o lóbulo da minha orelha e beijar meu pescoço. Apertei sua cintura com um pouco de força e ela arfou. Levantei minha cabeça e olhei nos olhos de Bruna, ela me beijou e então eu entendi o recado. Nos separamos de beijo e eu a puxei pra cima, desfiz o lacinho do seu biquíni e ela se deitou novamente, tirei o seu biquíni e o deixei de lado. Sorri ao olhar aqueles seios que eu tanto senti falta. Abri a boca e os abocanhei, Bruna gemei baixinho, dei chupões em seus seios e o biquinho dos mesmos ficaram durinhos, dei uma mordidinha de leve e voltei a beijar os lábios de Bruna.
- Isso é certo? – perguntou arfando.
- Eu não sei mas, nós dois queremos.
As mãos de Bruna foram pra minha sunga a puxando pra baixo, a ajudei a tirar a partir da onde seus braços não alcançavam. Bruna sorriu ao ver meu pênis ereto. Abaixei meu rosto e beijei o pescoço dela que se arrepiou de imediato. Bruna se virou ficando por cima de mim sentada em minha barriga. Ela se abaixou e seus lábios foram direto pro meu pescoço, dando chupões no mesmo, sua língua passeava naquela região me deixando louco. Pescoço é e sempre será o meu ponto fraco.
Desci minha mãos pela lateral do seu corpo e apertei sua bunda com força. Mordi meus lábios sentindo suas unhas passearem pelo meu peitoral. Meus pelos eriçaram e ela sorriu mais ainda. Bruna desceu sua bunda e se sentou no meu pênis, ela rebolou naquele lugar e eu reprimi um gemido. Ela começou a rebolar mais ainda chupando meu pescoço, não consegui me segurar e acabei gemendo, alto. Bruna riu e mordeu meus lábios. Isso está bom demais mas eu preciso dessa mulher o mais rápido possível.
Me virei ficando por cima dela e desci minhas mãos até sua calcinha de biquíni, coloquei os dedos em sua intimidade e comecei a massageá-la, Bruna fechou os olhos e gemeu. Coloquei sua calcinha pro lado e a penetrei dois dedos, Bruna agarrou a grama e arqueou sua cintura pra cima, fiz movimentos de vai e vem com os dedos e ela mantinha os olhos fechados gemendo baixinho fazendo me pênis pulsar querendo sentir aquela mulher.
Tirei meus dedos de dentro dela e tirei sua calcinha de biquíni. Encarei sua parte intima lisinha e molhada pra mim. Me abaixei e dei um beijo na mesma, Bruna gemeu e me puxou pra cima pelos cabelos, ri de seu desespero e fiquei entre suas pernas. Segurei em sua cintura e a penetrei de vez, gememos alto juntos. Enterrei meu rosto no pescoço de Bruna e ela abraçou minha cintura com as pernas. Eu a penetrava com força fazendo irmos para frente e para trás levemente.
Essa mulher me proporciona um prazer imenso, como consegui ficar sem ela por tanto tempo? Ah como eu senti sua falta, falta do meu corpo no seu, falta de seus gemidos, falta de suas torturas, essa  mulher é incrível. Bruna que antes arranhava minhas costas levemente agora as arranhava com muita força. Ela gemia meu nome enquanto me arranhava, doía mas a dor não fazia importância agora e sim nós dois em um só novamente.
Depois de um longo tempo a entocando senti sua vagina mastigar meu pênis, Bruna gozou e em seguida gemeu alto, e entoquei algumas vezes e gozei dentro dela, dei algumas entocadas e me deitei ao seu lado. Respirávamos ofegantes tentando controlar a respiração. Bruna se deitou em meu peito e eu a abracei. Ficamos em silêncio apenas ouvindo o barulho da água caindo na cachoeira.
- Senti tanto a falta disso. – Bruna sussurrou acariciando seu peito.
- Eu também, você não faz ideia. – sorri lhe dando um selinho. – A proposito sua tatuagem é sexy.
Bruna riu e se levantou me puxando pela mão.
- Vamos entrar na água. – disse e eu levantei.
Entramos na água e ela pulou em meu colo abraçando minha cintura com as pernas.
Ficamos ali apenas nó dois, trocando caricias e beijos. Eu inda amo Bruna e acho que vou amar ela pelo resto da minha vida. Com ela eu me sinto melhor do que eu já me senti com qualquer outra mulher e eu espero que ela sinta o mesmo e tem uma coisa que eu jamais vou deixar acontecer novamente.
Eu nunca mais vou a deixar ir.
***
Continua? Espero que tenham gostado. Capítulo enorme hein? haha.
Oh My Gooooosssssshhhhhhh, what is it??????? Quase 40 comentários. AI JESUS! Muito obrigada!
Hmm, eles transaram! Muitas surpresas pela frente começando pelo próximo capítulo.
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